3 passos para perder o medo de falar inglês (ou qualquer outro idioma)

“Socorro, socorro, socorro”. As únicas palavras que eu pude falar.

Passou um curto filme em minha mente mostrando a minha própria história.

A ansiedade me tomou, comecei a suar frio, o meu corpo ficou rígido e eu já não conseguia mais respirar. Eu, um garoto de 14 anos, no meio do mar, e sozinho. Entrei em pânico. Pensei que iria morrer.

Eu senti isso quando estava no meio de fortes ondas em uma praia do litoral brasileiro.

Você pode estar se perguntando ” mas o que tem a ver afogamento com medo de falar um idioma estrangeiro ? “

Tem tudo a ver. Eu passei pelas duas experiências e posso concluir que é quase a mesma coisa.

No início, a perna treme, a barriga embrulha, os pés esfriam e a mente se põe a sofrer por antecipação: “o que os outros irão falar ou pensar quando eu não conseguir reagir bem às situações que estão por vir ?”.

Quando tomamos a atitude de fazer algo que nos aproxima dos nossos objetivos , uma grande questão surge : entro no mar da vida e enfrento o problema para me tornar melhor, mesmo tendo a possibilidade de passar por uma experiência muito difícil, ou fico parado, afastado de qualquer momento de tensão , mas sem me desenvolver.

Isso acontece sempre .

O problema é que, na maioria das vezes, nós pisamos no pedal do freio por conta do temor .Então o tempo passa e não realizamos nada.

Relaxa, não estou aqui para dizer ” vá com tudo independentemente de medo”, como muitos dizem por ai. Antes de uma ação, é crucial ter uma orientação .

Por eu ter sido muito afoito aos 14, criei, em mim mesmo, medo do mar. Só consegui vencê-lo anos depois. Isso também pode ocorrer com idiomas.

Para evitar que você e outras pessoas sofram um grave bloqueio, serei o mais flexível possível com os conselhos .

Falar neles, segue os passos a seguir.

1º Passo : antes de falar, entender.

Assim como para o surf é preciso o saber nadar, para acontecer uma conversa é necessário o entender.

Imagine-se neste instante entrando em contato com um nativo do seu idioma alvo.

Acha mesmo que você ficaria muito abalado se não conseguísse dizer tudo o que quer, mesmo diante do fato de você entender quase tudo o que o estrangeiro quer dizer ?

Eu tenho certeza que uma coisa aqui é garantida: se você entender grande parte do que é dito em um diálogo, você consegue não entrar em estado de completa ansiedade a ponto de travar.

A onda até pode te tirar de terra firma, mas você não tem mais motivo para se preocupar, pois sabe nadar. É como se a terra firme estivesse dentro de você.

Para transformar isso em ação, você pode pesquisar no youtube por algum vídeo no idioma que você está aprendendo e buscar entender ao máximo o que o agente quer dizer.

Uma outra opçao é você pesquisar por podcasts com transcrição. Falar nisso, se você estiver aprendendo inglês, recomendo o Luke’s english Podcast.

Pelo fato de uma conversa não ser unilateral, também é preciso a transmissão . Esse é o nosso foco seguinte.

Para continuar com a linha “flexível “, recomendo você iniciar falando sozinho, no seu idioma alvo.

Uma coisa que pode te ajudar nesse sentido é criar um amigo imaginário e desenvolver conversas cujos temas sejam específicos.

Você agora pode dizer “por que você está me recomendando isso? ” .

Porque, desse modo, o seu cérebro não encontra resistência.

O negócio que está dentro da sua cabeça faz de tudo para te tirar de “perigo” . Como nada de tensão tem no ato de falar consigo mesmo, você pode fazer isso.

A grande questão aqui é tornar isso algo comum. Facilmente, no início, você perceberá que está usando o seu idioma nativo, mas, em questão de tempo, você se acostuma ao novo hábito.

Além disso, é fundamental você entender a realidade. Isso é coisa do próximo passo.

2º Passo : ser racional e entender o seu medo.

“Quando alguém está perto ou dentro de um problema considerado impossível de vencer , só há uma alternativa: não lutar contra ele, mas sim usá-lo ao próprio favor “.

Foi pensando nessa frase que eu percebi que acabaria morto, se continuasse nadando contra a corrente e em direção à praia.

Reflexão como essa é importante ter antes de chamar alguém para um chat em outros idiomas.

Nessa hora, é essencial colocar em cima da mesa o fato de que está tudo bem a possibilidade futura de não saber o que falar ou como falar. Isso é algo pelo qual todos os indivíduos que estão aprendendo um idioma passam. Não tem como agir contra isso. Simplesmente acontece.

Esse entendimento é bacana, não é ?

Melhor ainda é o que há de vir.

3º Passo : dar o próximo passo

Você agora já tem a devida orientação. Isso é tudo do que tu precisava para vencer o medo. Agir é o que deve ser feito a partir de agora.

Para isso, basta você acessar os links abaixo. Clicando neles você poderá conversar em diversos idiomas tanto com nativos quanto com brasileiros que também estão aprendendo línguas . Tudo isso é gratuito !

Links :

Encontros virtuais

Clubes locais

Para mais informações, entre em contato conosco no Instagram.

Observação:

Revisão por Lincon

Facebook do Lincon

Fonte da imagem de capa : pixabay

Sobre o Autor

Victor Haniel
Victor Haniel

Opa. O meu nome é Haniel, tenho 22 anos, gosto de aprender idiomas e atuo na área do marketing e na área de tecnologia do Clube Poliglota Brasil. De modo resumido, é isso. Estou aqui para te ajudar!

4 Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.