O que os poliglotas fazem para manter a motivação ao aprender uma língua

“Como será que essas pessoas fazem para se manter por tanto tempo focadas para aprender um idioma? “

Esse era o principal questionamento que eu tinha em relação aos poliglotas.

Em setembro de 2020, eu iniciei os estudos do russo. Dentro de uns 2 meses, só tive dois dias de rendimento. O meu auge foi entender o alfabeto cirílico.

Não sabia o que estava acontecendo. Eu estava com tanto gás, no início, tanta vontade, mas não conseguia seguir adiante.

Pensei seriamente que seria algum problema de produtividade ou qualquer outra coisa que geralmente passa pela cabeça de algum estudante de línguas em momento de dificuldade.

Resolvi parar para entender o que me faltava.

Busquei me informar com outros estudantes de línguas mais experientes. Com eles, descobri que para uma língua, nós não podemos ter um motivo banal , mas sim real .

Era ai onde morava o problema.

O meu motivo era para impressionar a família de uma amiga russa. Para mim, aquilo não era tão forte. Essa experiência não era uma prioridade, mas sim um passa-tempo. Deve ter sido esse o motivo pelo qual falhei.

Olhando para o passado, quando eu iniciei o estudo do inglês, por exemplo, consigo perceber uma grande diferença.

Coloquei no meu coração algo que tinha forte relação a uma coisa pela qual eu não conseguia passar um dia sem pensar : usar o idioma para que de algum modo eu pudesse expandir um trabalho social . Do Brasil para o mundo. Ajudar moradores de rua de outros paises ou treinar pessoas desses mesmos lugares para ajudar os necessitados .

Parece que quando há algo real, para nós, “as coisas andam”.

Se pararmos para analisar, é assim que acontece na vida. Com muitos poliglotas não é diferente. Essa foi a primeira “lição”.

A próxima se forma a partir de dois tipos de interesses. O inicial e o de manutenção, em ordem.

No primeiro caso, acontece com a mera ativação de algum dos nossos sentidos . Pode ser um olhar (visual) ou um cheiro especial (olfato), por exemplo.

Com o idioma é a mesma coisa.

Tenho um colega que decidiu aprender o francês porque ouviu falar da história do Bernard Moitessier, um francês reconhecido por viagens de longas distâncias em um veleiro.

Ele ouviu e o interesse foi despertado.

Não bastou ter ouvido uma vez, ele leu todas as coleções de livros em francês relativo a isso. Tudo o que tem relação com a cultura naútica francesa ele estudou.

De tanto ele se envolver com coisas que tinham relação com a língua, tornou-se impossível o afastamento dele com a mesma.

Hoje, ele fala francês tão bem quanto um nativo.

A mesma coisa acontece com quase todos os poliglotas.

Se você está sentindo uma frustração por não conseguir se manter motivado por um tempo em alguma língua, tire um momento para refletir. Entenda o propósito que sustenta o seu aprendizado. Além disso, busque compreender onde está o seu interesse. Veja se você permanece envolvido no processo que envolve o aprendizado.

Calma, ainda não acabou.

Sei que você quer desenvolver as suas habilidades nas línguas estrangeiras. Por conta disso, nós do clube poliglota brasil temos um convite especial para você. Acesse os links abaixo para praticar conversação em outros idiomas.

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Créditos da imagem de capa: Imagem de StockSnap por Pixabay

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Sobre o Autor

Victor Haniel
Victor Haniel

Opa. O meu nome é Haniel, tenho 22 anos, gosto de aprender idiomas e atuo na área do marketing e na área de tecnologia do Clube Poliglota Brasil. De modo resumido, é isso. Estou aqui para te ajudar!

1 Comentário

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  1. Verdade… É preciso um forte tesão ocnstante pra arrasar em um idioma… E uma chama quentíssima pra conseguir mais!